O Último Tipo é um grupo que considera o teatro inseparável da música no que se refere a palco e a espetáculo. O vocal é a sua base e a proposta inovar através da pesquisa sonora e cênica, introduzindo gradualmente elementos diferentes, não se apegando a estilos pré determinados. Busca no dia a dia os elementos necessários para sua criação. O bom humor, interatividade e irreverência também são marcas fundamentais deste grupo. Têm no seu espírito o teatro mambembe e o clown, fazendo freqüentemente espetáculos de rua e apresentações itinerantes à moda dos trovadores medievais. Tem como referências musicais o Grupo Rumo, Arrigo Barnabé, Mutantes, Premeditando o Breque, Itamar Assumpção, dentre tantos outros. Acompanhados basicamente por um violão e percussão, Déo Piti, Jara Carvalho , Lóra Brito e Velú Carvalho valorizam muito os detalhes. A percussão chama bastante a atenção por incluir instrumentos diferentes como espátulas de pedreiro, um triângulo que não é triangular e que já foi um suporte de toalhas, concha de cozinha, cabaças, chocalhos de bebê, chaves velhas, dentre outras. Os figurinos exóticos são sempre confeccionados com materiais recicláveis, como cartões telefônicos, garrafas pet, discos de vinil e tudo o que a criatividade permitir. Maquiagens que passam por constantes renovações, aliadas à arranjos vocais de "última geração", interatividade e sensibilidade fazem com que o público se enfeitice com esse trabalho.
O Grupo foi criado no ano de 1988, em Goiânia-Go e em 1996 radicou-se em Campinas-SP. No início o foco de seu trabalho, além de ser puramente a música, era direcionado ao público adulto. Aos poucos foram sendo incorporados textos, elementos visuais, figurinos que aliados à comicidade espontânea de seus integrantes tornaram o teatro parte inseparável deste grupo. Trouxeram muita bagagem para este trabalho os constantes convites para participação em peças como: “Morreu Mas Passa Bem” – Hugo Zorzetti, “Aurora da Minha Vida” - Naum Alves de Souza, “Empilhando Horrores de Brincadeira” e “O Camaleão Fez Palhaçada e O Último Tipo Achou Graça”, o que lhe rendeu, ao lado do grupo Camaleão, o primeiro Lugar no I Festival de Teatro de Goiás, em 1993. Em 1991 estreou “Use a Imaginação” seu primeiro espetáculo teatral para crianças. Em 1995 foi a vez de “A Noiva do Condutor”, de Noel rosa e Arnold Glunckman, sendo o primeiro grupo a monta-lo no Brasil. Seu repertório conta hoje com os seguintes espetáculos: “Circo de Latão” – 1998, “Outra Festa no Céu” – 1999, “O Livro de Rebeca” – 2002 e “As Cigarra e a Formiga” - 2003, com direção de Carlos Arruda, (o mesmo diretor do premiado espetáculo “Bonequinha de Pano”). “Animambembe” – 2005. Tipo quintana – 2006. “A geringonça” – 2006. e “Cirque Du Chulé” – 2004.
Em 2006 teve o Projeto “Reciclando a Cena” aprovado pelo FICC – Fundo de investimentos Culturais de Campinas, para percorrer escolas municipais da Cidade. Atualmente desenvolve projetos como: “Cicolando Escola” em Jundiaí, “CEDUCA” em Goiânia, “Circuito Villares de Teatro” e “Recreio nas Férias”, dentre outros. Desde 2002 traz o CD Último Tipo em sua bagagem e atualmente está produzindo seu primeiro CD para crianças e adutos “Mamando a Caducando”.