Communitas | Último Tipo

Trajetória

29 anos fazendo tipo…

O Último Tipo é um grupo que nunca sai da moda. Há 29 anos teatraliza a música e musica o teatro, levando com bom humor e alegria sua visão de mundo.

Com uma trajetória bem-sucedida, o Último Tipo, criado em Goiânia há 29 anos e radicado em Campinas há 21, já soma um extenso repertório de peças que misturam música e teatro de forma inusitada e poética. O bom humor, a interatividade e a irreverência também são marcas fundamentais do grupo, que tem no seu espírito o teatro mambembe e o clown, fazendo, inclusive, apresentações de rua e itinerantes à moda dos trovadores medievais.

Déo Piti, Jara Carvalho, Lóra Brito, Velú Carvalho e Lya Bueno têm nos arranjos vocais sua base. Mas também utilizam muita percussão, que inclui instrumentos inusitados, como espátula de pedreiro, suporte de toalhas, concha de cozinha, cabaças, chocalhos de bebê, além de alguns que o próprio grupo cria, como o “Pifanite” e a “Cabaça de Touca”. A seus arranjos, unem-se timbres eletrônicos, conferindo sonoridades contemporâneas ao seu trabalho. Violão, viola, guitarra, teclado, pandeiro, cajon também fazem parte dessa receita sonora.

O grupo tem como referências musicais o Grupo Rumo, Arrigo Barnabé, Mutantes, Premeditando o Breque, Itamar Assumpção, Hermeto Pascoal, dentre tantos outros.

Os figurinos exóticos e os cenários são confeccionados com materiais recicláveis e descartes diversos, como cartões telefônicos, garrafas pet, discos de vinil, retalhos e tudo o que a criatividade permitir, o que se tornou uma marca do grupo em seus 28 anos de existência.

O Último Tipo já se apresentou em 10 estados, em mais de 150 cidades diferentes, em espaços como teatros municipais, centros culturais, escolas, festivais, além de diversas unidades de Sesc e Sesi.

Hoje tem 13 espetáculos em seu repertório, sendo 8 infantis, 3 adultos e 2 para todas as idades. Mas, em toda a sua trajetória, já montou 30 espetáculos. Gravou dois CDs e um DVD, além de ter um CD aguardando lançamento.

O grupo já ganhou mais de 30 prêmios com diversos espetáculos, músicas, clipes, trilhas de filmes, além de ter sido contemplado com fundos de investimento municipais e patrocínios de diversas empresas.

Biografia
O grupo foi criado no ano de 1988, em Goiânia-GO, e, em 1996, radicou-se em Campinas-SP. No início, o foco de seu trabalho, além de ser puramente a música, era direcionado ao público adulto. Aos poucos, foram sendo incorporados textos, elementos visuais, figurinos, que, aliados à comicidade espontânea de seus integrantes, tornaram o teatro parte inseparável do trabalho do grupo. Trouxeram muita bagagem para esse trabalho os constantes convites para participação em peças como: “Morreu Mas Passa Bem” (Hugo Zorzetti), “Aurora da Minha Vida” (Naum Alves de Souza), “Empilhando Horrores de Brincadeira” e “O Camaleão Fez Palhaçada e O Último Tipo Achou Graça”.

Esse último espetáculo lhe rendeu, ao lado do grupo Camaleão, o primeiro Lugar no 1º Festival de Teatro de Goiás, em 1993. Em 1991, estreou “Use a Imaginação”, seu primeiro espetáculo teatral para crianças. Em 1995, foi a vez de “A Noiva do Condutor”, de Noel Rosa e Arnold Glunckman, sendo o primeiro grupo a montá-lo no Brasil.

Em 2002, lançou o CD Último Tipo. Em 2006, teve o projeto Reciclando a Cena aprovado pelo FICC (Fundo de Investimentos Culturais de Campinas) para percorrer escolas municipais da cidade. O projeto levou peças do grupo a escolas públicas e ofereceu oficinas de elaboração de cenários com material reciclável.

Já atuou em projetos como: Circolando Escola, em Jundiaí-SP; CEDUCA, em Goiânia; Arte nas Escolas, em Campinas; Recreio nas Férias, em São Paulo; e Teatro nas Escolas, em Curitiba-PR, Campinas-SP, Pindamonhangaba-SP, Americana-SP, Santa Barbara D’Oeste-SP, Salvador-BA, dentre outras cidades. Esse último projeto já foi patrocinado por empresas como Bosch, Goodyear, Ripasa, CPFL, Cutrale, Man Hummel, dentre outras, através do ProAC (Programa de Ação Cultural da Secretaria de Estado da Cultura-SP) e Lei Rouanet.

Estreou, em 2009, “O Treco da Pata Choca”, montagem para crianças que fala da preservação do meio ambiente, patrocinado pelo FICC. Esse espetáculo também foi aprovado no ProAc para realizar apresentações em escolas do estado de São Paulo em 2011, sob o patrocínio das empresas Arjowiggins, Eaton e Man.

Em 2010, no 8º Festival Guaçuano de Vídeo (Mogi Guaçu-SP), e em 2011, no Locomotiva (Festival de Animação de Garibaldi-RS), recebeu o prêmio de melhor trilha sonora na animação “Os Hai-Kais do Príncipe”, com direção de Maurício Squarisi.

No mesmo ano de 2011, “O Livro de Rebeca” foi escolhido pela Universidade Anhanguera para ser transformado em DVD e levado para todo o país, em locais onde esta universidade mantém o projeto Biblioteca Aberta, como forma de incentivo à leitura e à criatividade.

Em 2012, realizou, junto à empresa Vale do Rio Doce, a parte teatral do projeto Viver Bem, levando oficinas de teatro e apresentações de espetáculos para o interior do estado do Pará. Executou também o projeto Reciclando a Cena, que contou com o patrocínio da Volvo, através da Lei Rouanet.

Em 2013, ano em que completou bodas de prata, o grupo estreou o espetáculo adulto “O Amor e… Outras Piadas”, falando de forma bem-humorada desse sentimento tão complexo. Nesse mesmo ano, realizou diversas apresentações e festas em comemoração aos seus 25 anos, em Campinas e Goiânia. Também participou do projeto Teatro nas Escolas novamente, apresentando-se em escolas públicas de 12 cidades do interior de São Paulo e Minas Gerais, com “O Treco da Pata Choca”.

Participou do projeto Teatro Infantil Itinerante, da CPFL Cultura, percorrendo as cidades de Sorocaba, Ribeirão Preto, Bauru e Santos, com seu repertório para crianças. Nesse mesmo ano, iniciou o projeto Último Tipo e Convidados no espaço do Projeto Escuta o Cheiro, uma festa mensal que contava com diversas performances do grupo e de convidados especiais. Esse projeto se estendeu até o final de 2014.

Ainda em 2013, o grupo participou da gravação de um clipe em Super 8 da música “Libélula” (Jara Carvalho e Deo Piti), que compõe o espetáculo “O Treco da Pata Choca”. O vídeo foi dirigido por Maurício Squarisi, através do Núcleo de Cinema de Animação de Campinas, e foi exibido no 9º Curta 8 (Festival Internacional de Cinema Super 8 de Curitiba-PR).

Em 2014, lançou o CD “O Treco da Pata Choca”, através do FICC 2013, tendo feito diversos shows em Campinas e outras cidades para divulgar esse novo trabalho. Realizou o projeto Luz, Magia e Ação, financiado pela Lei Rouanet, na cidade de Pindamonhangaba, com 42 apresentações de “O Livro de Rebeca”, percorrendo 21 escolas municipais. Também estreou uma nova peça infanto-juvenil, “Rio que passa lá”, que teve sua montagem aprovada através do ProAc ICMS. Com esse espetáculo, viajou por diversas cidades banhadas pelo rio Tietê, protagonista da história, realizando a primeira temporada do projeto.

Ainda em 2014, o grupo foi convidado para compor a trilha sonora do curta-metragem de animação “Zeca”, que conta a história de José de Castro Mendes, ilustre escritor, jornalista, artista plástico e compositor campineiro. A obra foi idealizada e dirigida por Maurício Squarisi, através do Núcleo de Cinema de Animação de Campinas.

Em 2015, foi a estreia de “Rio que passa lá” para o público de Campinas, durante a Campanha de Popularização do Teatro, quando o público também pôde prestigiar o espetáculo adulto “O Amor… e Outras Piadas”. Dando sequência ao projeto apoiado pelo ProAc ICMS, viajou com “Rio que passa lá” por mais de 30 cidades de São Paulo, totalizando 102 apresentações. Também fez shows do CD “O Treco da Pata Choca” em Campinas e cidades da região, através do FICC 2014, agora um projeto de divulgação do CD. Pelo projeto Teatro nas Escolas, apresentou “O Treco da Pata Choca” em escolas de Paulínia, Valinhos e Vinhedo.

Em 2016, montou o espetáculo infantil “A Fada das Formas e a Máquina da Preguiça”, através do ProAc ICMS, contando com a orientação de máscaras de Ésio Magalhães (Barracão Teatro). A estreia ocorreu no teatro Polytheama, em Jundiaí, seguindo para Campinas, Ribeirão Preto e Bauru. Através do projeto Teatro nas Escolas, com a Lei Rouanet, realizou 6 apresentações do “Rio que passa lá” no teatro municipal de Paulínia. Fez a trilha sonora para o projeto Um Reino Sem Dengue e trabalha atualmente na trilha do longa-metragem de animação de Wilson Lazareti “História durante uma história”.

Em janeiro de 2017, estreou o espetáculo adulto “Tocando o Terror”, durante a Campanha de Popularização do Teatro de Campinas. Também fez a Mostra de Repertório Infantil no Sesc Vila Mariana em janeiro e fevereiro. Seguiu viajando com os espetáculos “Rio que passa lá” e “A Fada das Formas e a Máquina da Preguiça”, através do projeto Teatro nas Escolas. Apresentou-se também no festival Galleria Music, do Shopping Galleria, em Campinas.

Seu repertório conta hoje com os seguintes espetáculos: “Circo de Latão” (infantil, 1998), “Outra Festa no Céu” (infantil, 1999), “O Livro de Rebeca” (infantil, 2002), “Animambembe” (infantil e adulto, 2005), “O Treco da Pata Choca” (infantil, 2009), “Cordão Animambembe” (Carnaval, todas as idades, 2012), “O Amor…e Outras Piadas” (adulto, 2013), “Presente de Natal” (todas as idades, 2013), “Rio que passa lá” (infantil, 2014) e “A Fada das Formas e a Máquina da Preguiça” (infantil, 2016).